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HISTÓRIA

O FUTEBOL NA PARAÍBA

Um grupo de acadêmicos que estudavam no Rio de Janeiro, trouxeram para João Pessoa, numa das férias, as bolas e os apetrechos necessários para jogar futebol. Um desses estudantes, José Eugênio Suares, fundou o primeiro clube para a prática do futebol do Estado, batizando-o como "Clube de Football Parayba". Ato seguido dividiu os membros da nova associação em dois times - chamados Norte e Sul - disputando a primeira partida de futebol na cidade. Quando, no fim das férias, os estudantes precisaram retornar para o Rio, os colegas que ficaram resolveram continuar com o novo esporte, e fundaram, em 5 de março de 1909, o Clube Atlético Paraibano. A Liga Paraibana de Futebol (L.P.F.), foi fundada no dia 5 de março de 1914. No ato da fundação, compareceram representantes de quatro clubes da cidade: Brasil, Red Cross, Ipiranga e Independente. O primeiro campeonato oficial foi disputado três anos mais tarde e seu vencedor foi o Colégio Pio X, de João Pessoa.


A Federação Paraibana de Futebol, é quem organiza o futebol no Estado da Paraíba.


A Liga Campinense de Futebol, é quem organiza o futebol na cidade de Campina Grande.

O FUTEBOL EM CAMPINA GRANDE

Em 1914, foi criado em Campina Grande o primeiro time amador da cidade - o "High-life Sport Clube". Naquela época só se davam aos times, nomes em inglês, em virtude do futebol ter surgido na Inglaterra. E quem jogava futebol eram os filhos das pessoas de destaque da sociedade. O "High-life" existiu durante pouco tempo.

Neste mesmo ano, ocorreu a fundação do Campinense Clube, sem esportes, mas com atividades sociais. Em seguida, surgiu o Palmeiras que passou a se chamar Ipiranga; foram fundados também, o Comercial e o Palestra.

Em 1916, surgiu o América Sport Club, fundado por Antônio Fernandes Bióca, Zacarias do Ó, Francisco Bezerra, Manoel Bandeira, Luiz Gomes, e outros.

O América despertou o interesse do campinense pelo futebol. Depois do América, foram organizados outros clubes, como o Humaitá Sport Club, o Palmeiras Sport Club, o União Football Club, etc.

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A ORIGEM DO FUTEBOL EM CAMPINA GRANDE

A GLÓRIA

O Treze Futebol Clube surgiu no dia 7 de setembro de 1925, onde treze pessoas lideradas por Antônio Fernandes Bióca (introdutor do futebol na Paraíba), se reuniram na cidade de Campina Grande, numa simples casa, onde hoje em dia funciona a Fundação IBGE e fundaram o TREZE FUTEBOL CLUBE. O nome do clube foi dado pelo sócio José Casado. Porque o nome Treze? Treze porque eram treze pessoas reunidas no dia da fundação. Acompanhe abaixo, na íntegra, as atas das reuniões que determinaram a fundação e a escolha do nome TREZE FUTEBOL CLUBE. Observe, que foi respeitada a ortografia da época.

FUNDAÇÃO

Acta. da 1ª sessão da reunião para fundação de um club esportivo em Campina Grande.
Ao
s sete dias do mês de setembro de mil novecentos e vinte e cinco, reuniram-se na residência particular do snr. Antonio Fernandes Bioca, a convite deste, as seguintes pessoas: Antonio Fernandes Bioca, José Eloy, Zacharias Ribeiro de Vasconcellos, Osmundo Lima, Olívio Barreto, José Rodolpho Lima, Luiz Gomes da Silva, José Casado, Plácido Veras, José Sodré, José de Castro, Alberto Santos e Amélio Leite.

Começados os trabalhos, foi o snr. Antonio Fernandes Bioca, aclamado presidente interino, orador o snr. Dr. Luiz Gomes da Silva e secretário o snr. Alberto Santos.

O snr. Presidente, em breves palavras agradeceu a sua aclamação para presidente do futuro club, mostrando a todos os fins daquela reunião, pois os seus intentos como de sempre era ver o desenvolvimento desportivo de sua terra, que por várias vezes organizou clubs de futebol em Campina, como todos sabem, mesmo queria desta vez o desenvolvimento physico da mocidade de sua terra, na pratica de diversos esportes, como principal o futebol, que era e é a diversão universal, assim organizado o club que ali se reunia, outros clubs se creariam, tornando Campina Grande mais tarde seu nome elevado lá fora. E como mais nada houvesse de adiantar naquelle dia foi encerrada a sessão, sendo marcada uma outra para um dia mais oportuno quando mais ou menos as coisas corressem bem. Eu secretario interino, escrevi e assigno-me (ass) Alberto Santos - Campina Grande, 7 de Setembro de 1925 aprovada em 10-12-1925 - Antonio Fernandes Bioca, Pte. interino.

NOME

Acta. da 3ª sessão de organização de uma sociedade desportiva em Campina Grande.

Aos vinte dias do mez de outubro de mil novecentos e vinte e cinco, na residência do snr.Antonio Fernandes Bioca, presidente interino, compareceram numerosos associados, foi aberta a sessão.
Lida a acta anterior, que posta em discussão, foi approvada por unanimisdade.

Como nada constasse do expediente, o snr. Presidente ordenou que se discutisse o nome que deveria tomar o clube, que logo se entrou em debates, pondo-se nomes e mais nomes e sem que fosse um só aceito, o consocio José Casado pedio a palavra, que foi cedida e disse "que o clube deveria tomar o nome de TREZE FUTEBOL CLUBE, em virtude de ter sido este numero coincidido os fundadores que são 13 pessoas". Assim o snr. Presidente tomando em consideração a apresentação deste nome para o clube, resolveu por em votação a proposta do consocio José Casado foi esta aceita por unanimidade da caza e aclamado TREZE FUTEBOL CLUBE deabaixo de uma salva de palmas.

Em seguida o snr. Presidente pedio a palavra que em ligeiras phrases pedia o progresso do TREZE FUTEBOL CLUBE.

Também uzando da palavra o consocio orador dr.Luiz Gomes da Silva, que em coloridas palavras deu seus parabéns ao consocio José Casado pela estupenda idéia e pedia em homenagem do nome do clube, o levantamento da sessão por aquelle dia.

Aceita a proposta do consocio Luiz Gomes, foi pelo snr. Presidente interino encerrada a sessão. Eu como secretário interino escrevi e assino. Alberto Santos - Campina Grande, 20 de outubro de 1925. Approvada em 18.6.1926 - Amtonio Fernandes Bioca - Presidente interino.

 

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ASSISTAM ESSA HOMENAGEM AOS FUNDADORES DO TREZE

Galo Feroz O mascote do Treze é o GALO, devido a numeração no jogo do bicho, 13 = GALO.
Os primeiros treinos de futebol na cidade, foram realizados no meio da rua, mais propriamente na então rua João Leite, hoje, Presidente João Pessoa. Depois, o futebol passou a ser praticado no Largo da Matriz, em seguida, na Rua Otacílio de Albuquerque, e, posteriormente, até 1936, foi jogado nos currais de gado (Campo dos Currais), onde o Treze treinou pela primeira vez.

Primeiro Escudo do Treze O primeiro jogo oficial do Treze foi realizado em 1926, onde era as instalações da SIMBRA, contra o Palmeiras, um grande time na época. O time do Treze era formado por: Olívio, Zé Eloi e Lima, Eurico, Zacarias do Ó e Zé de Castro Rodolfo, Casado, Reis, Cotó e Guiné.

O primeiro gol do galo saiu logo no seu primeiro jogo contra o Palmeiras. O gol foi marcado por Plácido Veras "Guiné", que também foi um dos fundadores do Treze. Numa entrevista dada ao "Semanário Esportivo" em 31/08/53, Guiné descreveu o gol assim:
"O jogo estava animado porém sem abertura do placard. Quarenta minutos do 2º tempo e nada de gol. Quando faltavam dois minutos para terminar o jogo, Zacarias cruzou uma bola para a esquerda. Eu percebi uma brecha na área do Palmeiras e entrei célere. Com rara felicidade mandei o balão à meta adversária, consignando o primeiro e único gol da peleja, garantindo assim a vitória do Treze na sua primeira apresentação".

De 1937 em diante, deu-se início a organização dos campos. O Treze acabou adquirindo a área onde hoje está localizado o "Presidente Vargas". Ela foi doada pelo então interventor Argemiro de Figueiredo. Por outro lado, durante muitos anos, o clube teve sua sede social no bairro do Santo Antonio, onde localizou-se o Colégio Objetivo.

O primeiro título do clube só veio em 1940. No ano seguinte, o time de Campina Grande conseguiu repetir o feito e levantou o bicampeonato. Os amantes do Galo só veriam outro título em 1950. Em 1961, o Treze conquistou o mais importante torneio de sua história, o Pernambuco Paraíba. O time de Campina Grande derrotou os rivais mais importantes - como o Náutico, o Santa Cruz e o Sport - e ainda o Botafogo e o arqui-rival Campinense. Resultado: o Treze sagrou-se campeão invicto da competição. Veja abaixo a campanha do Treze:

Treze 1 x 0 Santa Cruz - Local: Campina Grande
Santa Cruz 0 x 2 Treze - Local: Recife
Treze 0 x 0 Náutico - Local: Campina Grande
Náutico 1 x 3 Treze - Local: Recife
Treze 1 x 1 Campinense - Local: Campina Grande
Campinense 2 x 2 Treze - Local: Campina Grande

 
O Galo acumulou vários títulos estaduais. Entretanto, os trezeanos guardam orgulho maior. Nos anos sessenta, um famoso ponta direita de pernas tortas, que atendia pelo nome de Garrincha e tratava os seus adversários por João, vestiu o uniforme trezeano para enfrentar a Seleção da Romênia.


Garrinha já vestiu a camisa do Galo

Os trezeanos também recordam a fase áurea do Futebol de Salão do "mais querido", quando o Treze armou a mais forte equipe do futebol de salão de Campina Grande, que conquistou campeonatos e torneios os mais diversos, durante a década de 60. Atletas talentosos como o arqueiro Humberto de Campos, Lêucio, Bolinha, Pedrinho, Aluísio e vários outros, deram, em suas atuações nas quadras de Campina Grande, inúmeros momentos de vibração à torcida trezeana.

Voltando ao campo, no período de treze anos (de 1961 a 1974), o time conseguiu a façanha de chegar a onze finais e ganhar apenas um Campeonato Estadual. Porém, foi um campeonato inesquecível. O Treze sagrou-se campeão invicto do campeonato paraibano de 1966, sendo o único clube de futebol da Paraíba a conquistar este invejável título, tantas vezes perseguido pelos seus adversários. Naquela ano, o Treze conquistou 12 vitórias, registrando-se dois empates. Marcou 28 tentos, sofrendo apenas 5, tendo, inclusive, derrotado o Campinense Clube duas vezes, 1º e 2º turnos, pelos marcadores de 2 a 0 e 1 a 0, respectivamente.

Os 28 gols do Treze, na conquista do inédito título, foram assinalados por: Marcos (8), Soares (6), Lima (5), Zé Luiz (4), Braga (1), Martinho (2) e Cocó (2).

O time base do Treze na conquista do campeonato invicto, foi o seguinte: Augusto, Braga, Lopes, Antonino, Romildo, Zoroá, Soares, Lima, Marcos, Cocó e Zé Luiz.

Abaixo, a campanha do Galo neste campeonato:

12/06/1966-Treze 1x Nacional 0
19/06/1966-Treze 3x União 0
22/06/1966-Treze 3x Guarabira 1
18/07/1966-Treze 3x Esporte 0
24/07/1966-Treze 2x Botafogo 2
14/08/1966-Treze 3x Santos 0
04/09/1966-Treze 2x Campinense 0
09/10/1966-Treze 1x Nacional 0
23/10/1966-Treze 2x Guarabira 0
06/11/1966-Treze 2x União 2
18/11/1966-Treze 1x Santos 0
27/11/1966-Treze 3x Botafogo 0
04/12/1966-Treze 1x Esporte 0
11/12/1966-Treze 1x Campinense 0


Na década de 70 apenas um título, conquistado em 75.

DESAVENÇAS

Escudo do Treze Atlético Paraibano Em 1980, a diretoria do Treze resolveu mudar o nome da equipe para "Treze Atlético Paraibano". Porém, tendo Bióca à frente de uma grande movimento, e após a realização de um plebiscito dentro do próprio clube, decidiu-se voltar ao antigo nome, ou seja, "Treze Futebol Clube". O resultado foi de 300 contra 4 votos.

Depois, uma fato histórico, a equipe galista conquistaria o tricampeonato paraibano de futebol, em 1981, 82 e 83, tendo como destaques o goleiro Hélio Show, Fernando Baiano entre outros. Era uma verdadeira seleção, que participaria de vários campeonatos brasileiros nesta década. Em 1985, uma confusão. O Campeonato Paraibano não foi encerrado e muitos dizem que o Treze foi o campeão, dividindo o título com o Botafogo, fato este não reconhecido pela CBF.

Em 1988, uma novidade. Pela primeira vez, um jogo do Campeonato Paraibano seria transmitido pela televisão. Foi o jogo entre Treze x Botafogo, realizado no dia 7 de agosto, em Campina Grande, que a Rede Paraíba de Televisão, transmitiu para a cidade de João Pessoa e cidades circunvizinhas.

Em 1989, o Treze disputaria o campeonato brasileiro da 2ª divisão, onde obteve grandes atuações. O time chegou a eliminar o Santa Cruz de Recife, tido como franco favorito em pleno Estádio Arruda, no empate de 2x2, onde brilhou o zagueiro Hermes, com um gol inesquecível.

Ainda em 1989, o Treze viria a conquistar um título paraibano. Não foi uma simples conquista, mas o Supercampeonato, após um empate de 1x1 com o Botafogo, em partida realizada no Estádio "O Amigão", na cidade de Campina Grande.
O jogo foi numa noite de quarta-feira, 18 de outubro. O Treze jogava pelo empate em função de sua melhor campanha no decorrer da competição.

Sob a orientação sóbria de Erandir Montenegro e o puxado comando físico de Marcos Melo, o alvinegro empatou em 1x1 com o "Tricolor do Contorno", gol de Neto Surubim, e garantiu a conquista do supercampeonato. Sim, foi uma superdecisão. Sem nem se preocupar tanto com a arbitragem, que veio de fora - o juiz foi Romualdo Arppi Filho - e o público, certamente por ser uma noite, não foi grande e nem tão pequeno: 10.505 pessoas pagaram para ver o Galo cantar o título de campeão antes da meia-noite.

O time inspirava confiança até no mais cético torcedor, a começar pelo goleiro Eduardo (que não jogou a final), um gaúcho que virou Chico depois de famoso e por causa de suas peripécias sexuais no exterior. Na defesa, Lelo e Hélio Carioca sobressaiam; no meio de campo Roberto Nascimento garantia a cabeça de área e Neto Surubim completava o trio fazendo o terceiro homem, como falso ponta-esquerda. O baixinho Rocha, no ataque, usava a cabeça para ser o artilheiro da competição com 35 gols (foi também o artilheiro do Brasil), ajudado pelo ponteiro Julinho, que brilhou também no exterior. Foi sem dúvida, um grande título.

O Treze alinhou com Mazinho; Lelo, Givaldo, Kleber e Jorge Henrique; Roberto Nascimento, Gilson e Neto Surubim; Julinho (Alberto), Rocha e Sânderson.

HISTÓRIA RECENTE

O Treze revelou inúmeros jogadores de alta categoria que ajudaram o clube a preservar seu patrimônio. Dentre eles podemos citar: José Luis, Marinho, Zé Mosquito, Urai, Levi, Miruca, Jorge Hipólito, entre outros. Da era contemporânea o principal sem dúvida nenhuma foi o artilheiro Rocha, que ajudou o Treze a conquistar o título em 1989, e firmou-se como o principal artilheiro de estaduais deste mesmo ano. De 1989 até 2000, o Galo não conquistou títulos, mas bem que chegou perto, quase ganhou em 1991, foi vice-campeão em 1992, e vendeu sua maior estrela, o jovem Dario que atuou no Grêmio e Sport. Neste ano, o Treze era o melhor time e merecia ser o grande campeão, quando a senhora presidente da FPF, Rosilene Gomes, resolveu suspender seis titulares da equipe trezeana nas finais com o Auto Esporte Clube, impossibilitando que o Galo fosse campeão. Foi uma melhor de três jogos. O Galo ganhou o primeiro turno e o Auto Esporte o segundo. O Treze perdeu a primeira partida por 1 x 0, empatou a segunda em 0 x 0 e, na última, venceu por 4 x 0. Embora o Treze suplantasse o Auto, em saldo de gols tanto na melhor de três quanto em todo o campeonato, o regulamento marcava uma prorrogação para a última partida. Na prorrogação, Cristiano, jogador do Auto Esporte cujo passe pertencia ao Treze, chutou uma bola que bateu nas costas de um zagueiro trezeano e deslocou o goleiro, fazendo 1 x 0 para o Auto Esporte, que com este placar sagrou-se campeão. Em 1993, o Treze possuiu o melhor índice técnico do campeonato, e mais uma vez não conseguiu chegar ao topo, ficando em quarto lugar, sendo o campeão o seu maior arqui-rival: O Campinense. Mas revelou grandes jogadores como: Marquinhos Pitombinha, que sagrou-se artilheiro da competição, o cracasso de bola: o baixinho Mauro, o meia Deoclécio, Warisson e outros.

Em 1994 veio a grande decepção trezeana, o rebaixamento para a segunda divisão. O chamado Quadrangular da Morte definiria os times que continuariam na divisão principal e os que seriam rebaixados. O Galo da Borborema acabou sendo rebaixado, depois de uma campanha que não conseguiu vencer nenhum dos adversários.

O time iniciou empatando com o Vila Branca no Amigão, perdeu para o Guarabira no Sílvio Porto por 1 a 0 e empatou 1 a 1 com o Auto, no Almeidão, na primeira fase. Na segunda fase, a de volta, novo empate - 0x0 com o Auto, no Amigão. Depois, derrota de 2 a 0 para o Vila, em Solânea, e um empate com o Guarabira, no Amigão, no dia 06 de setembro de 1994, justamente um dia antes do clube completar 69 anos de fundação.

Mas em 1995, o Treze reconheceu que a segunda divisão caiu como umas luvas do céu, porque o campeonato da Divisão Principal, foi um tremendo fracasso, com rendas mínimas e estádio vazios. Mas quando o Treze começou suas disputas obteve mais êxito do que os grandes clubes da primeira divisão. Quer dizer, onde o Treze joga, a galera está lá.

1996 foi um ano apagado para o Treze, o time permaneceu entre os seis últimos da competição, marcando o último ano da administração Edmilson Antônio sem sucesso algum.

1997, assume o presidente Fernando Luiz, sendo um ano de mudanças para o time do bairro de São José, onde fica o seu estádio, o Presidente Vargas, que passou por reformas gerais de melhoramento, tanto no gramado, que ficou excelente como estrutural. Nesse ano o Treze investiu alto em contratações, como os artilheiros Cláudio José (bicampeão pelo Santa Cruz) e Cícero Ramalho, o zagueiro Nau, os laterais Dinho e Carlos Henrique, os meio-campistas Conga, Suellington e Júnior. E a maior estrela, Valério, ex-Campinense, que estava atuando em Portugal.Todos sob o comando de Neto Maradona. Entretanto, aconteceu mais uma tristeza para os trezeanos. Prestes a abrir confortável vantagem que possivelmente lhe daria o título paraibano, o Galo da Borborema foi punido com perda do mando de campo na fase final do campeonato.

A punição foi de duas partidas, baseada no relatório do árbitro Múcio Flávio que denunciou o então treinador do Galo, Neto Maradona de tentar subornar seu auxiliar Manoel Neto no sorteio para definição do juiz central, fato ocorrido no Estádio Presidente Vargas, em Campina Grande. A decisão agitou o futebol e os dirigentes trezeanos, que indignados, passam a atirar farpas na administração de Rosilene Gomes - antes só elogiavam - e decidem jogar sob protesto no jogo seguinte, diante do Botafogo, no Teixeirão, em Santa Rita. O caso chega ao Tribunal de Justiça Desportiva e nova derrota do Treze.

O órgão judicante acolhe a denúncia, mantém a punição dos jogos e ainda suspende o técnico Neto Maradona por 90 dias. O Treze aceita o resultado, mas decide por um recurso junto ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva, onde obtém nova derrota.

Em 1999, começou a reestruturação do Galo. Assumiu Olavo Rodrigues e o Treze deu uma nova guinada em sua performance nos campeonatos. As temporadas de 1999, 2000 e 2001, foram muito importantes na história do Treze. Inclusive, na temporada de 2001, segundo a edição da Revista Placar (21-7 a 28-7), o Treze era o 45º time de maior torcida do Brasil, e o maior da Paraíba.

Em 2005 e 2006, um inesquecível bicampeonato paraibano, com a "Era Maurício Simões". Na Copa do Brasil de 2005, o Galo ficou em quinto lugar, sendo eliminado pelo Fluminense, quando perdeu nos pênaltis em pleno Estádio Amigão.


Em 2005, Lula com a camisa do Treze, ao lado de Ronaldo e Cássio Cunha Lima

Nos anos de 2007 e 2008, o Treze não foi bem e acabou amargando uma grave crise, culminando com a saída do grupo que alavancou o Galo da Borborema a partir de 2004. Todavia, o Galo da Borborema é maior do que qualquer um deles e logo, logo, continuará alavancando o nome de Campina Grande e da Paraíba, pelos recantos do Brasil.

REVISTAS DO TREZE

O Treze já teve a honra, de contar com algumas publicações a respeito de sua história. As mais importantes, sem dúvida, foram a de 1952 e 1975. A primeira foi relativa ao 27º aniversário do Galo. Ela foi uma revista, que foi o modelo inspirador de todas as outras publicações congêneres, surgidas em nossa cidade e em nosso Estado. O "Boletim Comemorativo do 27º aniversário de Fundação do Treze Futebol Clube", foi editado pelos desportistas Severino Marinho Leite e Nilo Tavares, com 32 páginas,que incluía textos, estatísticas e fotografias, em formato 32x23x5 cm. A outra publicação foi datada de 1975, celebrando os 50 anos de história do Treze. Foi nada mais, nada menos, que uma reedição da revista de 1952, atualizada e adaptada ao momento que o Treze vivia naquela época. Este site contou com a ajuda destas publicações, pois sem dúvida, são raridades, que ajudaram a perpetuar a história do galo, para aqueles que não tiveram a chance de ver de perto, os momentos gloriosos do MAIOR TIME DA PARAÍBA.


UMA CURIOSIDADE:

Ruivo, Marinho e Hercílio, ex-craques do Treze Futebol Clube, tiveram a honra de possuírem o prêmio Belfort Duarte, que foi instituído pelo Código Brasileiro de Futebol, de 16 de agosto de 1945, premiando ao jogador de futebol que não sofreu qualquer punição da Justiça Desportiva, durante dez anos consecutivos e ininterruptos.

GALO: ANOS DE TRADIÇÃO

"Por onde passa o boi/
Passa o vaqueiro!
Respeite o Galo/
Mundiça de Zé Pinheiro"
(atribuída a Capilé)

Embora de origem britânica, o futebol encravou-se de tal forma na cultura brasileira que tornou-se um dos seus componentes mais autênticos. Isto é tão verdade que é difícil falar da história do país dissociada da história do seu futebol. A esse propósito, Nélson Rodrigues assim se referiu, face a vitória brasileira, em 1958, sobre a seleção sueca: "... foi aí, quando médicos e loucos levantaram a tal taça na cara do rei dos suecos, que pela primeira vez o brasileiro se sentiu desagravado de velhas fomes e santas humilhações". No dia 28 de junho de 1958, Nelson lia o seu desabafo: "Eu não sou vira-lata! Eu não sou vira-lata!" A partir daí, sustentou o jornalista Joaquim Ferreira dos Santos: "O brasileiro deixava de ser um vira-lata entre os homens e o Brasil um vira-lata entre as nações. Não havia mais motivos para chorar o gol arrasador do uruguaio Ghiggia, oito anos antes, ou as duas polegadas da Marta Rocha". Independente de possíveis exageros, esses dois depoimentos mostram que o fogo do futebol é mesmo capaz de estimular a auto-estima de população e torcedores, devolvendo-lhes o orgulho perdido em função de motivos outros.

Essa magia, que encanta brasileiros de todas as partes, só se divide quando se põe em cheque as cores dos times. Assim, São Paulo é Corinthians, o Rio é Flamengo e a Paraíba é Treze.