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O
FUTEBOL NA PARAÍBA

Um grupo de acadêmicos que estudavam no
Rio de Janeiro, trouxeram para João Pessoa,
numa das férias, as bolas e os apetrechos
necessários para jogar futebol. Um desses
estudantes, José Eugênio Suares, fundou
o primeiro clube para a prática do futebol
do Estado, batizando-o como "Clube de Football Parayba". Ato seguido dividiu os membros da nova
associação em dois times - chamados Norte
e Sul - disputando a primeira partida
de futebol na cidade. Quando, no fim das
férias, os estudantes precisaram retornar
para o Rio, os colegas que ficaram resolveram
continuar com o novo esporte, e fundaram,
em 5 de março de 1909, o Clube Atlético Paraibano. A Liga Paraibana de Futebol (L.P.F.), foi fundada no dia 5 de março
de 1914. No ato da fundação, compareceram
representantes de quatro clubes da cidade:
Brasil, Red Cross, Ipiranga e Independente. O primeiro campeonato oficial foi disputado
três anos mais tarde e seu vencedor foi
o Colégio Pio X, de João Pessoa.

A
Federação Paraibana de Futebol, é quem
organiza o futebol no Estado da Paraíba.

A Liga Campinense
de Futebol, é quem organiza o futebol
na cidade de Campina Grande.
O FUTEBOL EM CAMPINA GRANDE
Em 1914, foi criado em Campina Grande o
primeiro time amador da cidade - o "High-life Sport Clube". Naquela época só se davam aos
times, nomes em inglês, em virtude do
futebol ter surgido na Inglaterra. E quem
jogava futebol eram os filhos das pessoas
de destaque da sociedade. O "High-life"
existiu durante pouco tempo.
Neste mesmo ano, ocorreu a fundação do
Campinense Clube, sem esportes, mas com atividades sociais.
Em seguida, surgiu o Palmeiras que passou a se chamar Ipiranga; foram fundados também, o Comercial e o Palestra.
Em 1916, surgiu o América Sport Club, fundado por Antônio Fernandes Bióca, Zacarias do Ó, Francisco Bezerra,
Manoel Bandeira, Luiz Gomes, e outros.
O América despertou o interesse do campinense
pelo futebol. Depois do América, foram
organizados outros clubes, como o Humaitá Sport Club, o Palmeiras Sport
Club, o União Football Club, etc.
MULTIMÍDIA
(CLIQUE NO LINK ABAIXO):
A
ORIGEM DO FUTEBOL EM CAMPINA GRANDE
A GLÓRIA
O Treze Futebol Clube surgiu no dia 7 de setembro de 1925,
onde treze pessoas lideradas por Antônio Fernandes Bióca (introdutor do futebol na Paraíba), se
reuniram na cidade de Campina Grande,
numa simples casa, onde hoje em dia funciona
a Fundação IBGE e fundaram o TREZE FUTEBOL
CLUBE. O nome do clube foi dado pelo sócio
José Casado. Porque o nome Treze? Treze porque eram treze pessoas reunidas
no dia da fundação. Acompanhe abaixo,
na íntegra, as atas das reuniões que determinaram
a fundação e a escolha do nome TREZE FUTEBOL
CLUBE. Observe, que foi respeitada a ortografia
da época.
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FUNDAÇÃO
Acta.
da 1ª sessão da reunião para fundação
de um club esportivo em Campina Grande.
Aos sete dias
do mês de setembro de mil novecentos
e vinte e cinco, reuniram-se na
residência particular do snr.
Antonio Fernandes Bioca, a convite
deste, as seguintes pessoas: Antonio
Fernandes Bioca, José Eloy, Zacharias
Ribeiro de Vasconcellos, Osmundo
Lima, Olívio Barreto, José Rodolpho
Lima, Luiz Gomes da Silva, José
Casado, Plácido Veras, José Sodré,
José de Castro, Alberto Santos
e Amélio Leite.
Começados
os trabalhos, foi o snr. Antonio
Fernandes Bioca, aclamado presidente
interino, orador o snr. Dr. Luiz
Gomes da Silva e secretário o
snr. Alberto Santos.
O
snr. Presidente, em breves palavras
agradeceu a sua aclamação para
presidente do futuro club, mostrando
a todos os fins daquela reunião,
pois os seus intentos como de
sempre era ver o desenvolvimento
desportivo de sua terra, que por
várias vezes organizou clubs de
futebol em Campina, como todos
sabem, mesmo queria desta vez
o desenvolvimento physico da mocidade
de sua terra, na pratica de diversos
esportes, como principal o futebol,
que era e é a diversão universal,
assim organizado o club que ali
se reunia, outros clubs se creariam,
tornando Campina Grande mais tarde
seu nome elevado lá fora. E como
mais nada houvesse de adiantar
naquelle dia foi encerrada a sessão,
sendo marcada uma outra para um
dia mais oportuno quando mais
ou menos as coisas corressem bem.
Eu secretario interino, escrevi
e assigno-me (ass) Alberto Santos
- Campina Grande, 7 de Setembro
de 1925 aprovada em 10-12-1925
- Antonio Fernandes Bioca, Pte.
interino.
NOME
Acta.
da 3ª sessão de organização de
uma sociedade desportiva em Campina Grande.
Aos vinte
dias do mez de outubro de mil
novecentos e vinte e cinco, na
residência do snr.Antonio Fernandes
Bioca, presidente interino, compareceram
numerosos associados, foi aberta
a sessão.
Lida a acta anterior, que posta
em discussão, foi approvada por
unanimisdade.
Como
nada constasse do expediente,
o snr. Presidente ordenou que
se discutisse o nome que deveria
tomar o clube, que logo se entrou
em debates, pondo-se nomes e mais
nomes e sem que fosse um só aceito,
o consocio José Casado pedio a
palavra, que foi cedida e disse
"que o clube deveria tomar
o nome de TREZE FUTEBOL CLUBE,
em virtude de ter sido este numero
coincidido os fundadores que são
13 pessoas". Assim o snr.
Presidente tomando em consideração
a apresentação deste nome para
o clube, resolveu por em votação
a proposta do consocio José Casado
foi esta aceita por unanimidade
da caza e aclamado TREZE FUTEBOL
CLUBE deabaixo de uma salva de
palmas.
Em
seguida o snr. Presidente pedio
a palavra que em ligeiras phrases
pedia o progresso do TREZE FUTEBOL
CLUBE.
Também
uzando da palavra o consocio orador
dr.Luiz Gomes da Silva, que em
coloridas palavras deu seus parabéns
ao consocio José Casado pela estupenda
idéia e pedia em homenagem do
nome do clube, o levantamento
da sessão por aquelle dia.
Aceita
a proposta do consocio Luiz Gomes,
foi pelo snr. Presidente interino
encerrada a sessão. Eu como secretário
interino escrevi e assino. Alberto
Santos - Campina Grande, 20 de
outubro de 1925. Approvada em
18.6.1926 - Amtonio Fernandes
Bioca - Presidente interino.
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MULTIMÍDIA
(CLIQUE NO LINK ABAIXO):
ASSISTAM
ESSA HOMENAGEM AOS FUNDADORES DO TREZE
O mascote do Treze é o GALO, devido a numeração no jogo do bicho,
13 = GALO.
Os primeiros treinos de futebol na cidade,
foram realizados no meio da rua, mais
propriamente na então rua João Leite,
hoje, Presidente João Pessoa. Depois,
o futebol passou a ser praticado no Largo
da Matriz, em seguida, na Rua Otacílio
de Albuquerque, e, posteriormente, até
1936, foi jogado nos currais de gado (Campo
dos Currais), onde o Treze treinou pela
primeira vez.
O primeiro jogo oficial do Treze foi realizado
em 1926, onde era as instalações da SIMBRA,
contra o Palmeiras, um grande time na época. O time do Treze
era formado por: Olívio, Zé Eloi e Lima, Eurico, Zacarias do Ó e Zé de Castro
Rodolfo, Casado, Reis, Cotó e Guiné.
O primeiro gol do galo saiu logo no seu
primeiro jogo contra o Palmeiras. O gol
foi marcado por Plácido Veras "Guiné", que também foi um dos fundadores do
Treze. Numa entrevista dada ao "Semanário Esportivo" em 31/08/53, Guiné descreveu o gol assim:
"O
jogo estava animado porém sem abertura
do placard. Quarenta minutos do 2º tempo
e nada de gol. Quando faltavam dois minutos
para terminar o jogo, Zacarias cruzou
uma bola para a esquerda. Eu percebi uma
brecha na área do Palmeiras e entrei célere.
Com rara felicidade mandei o balão à meta
adversária, consignando o primeiro e único
gol da peleja, garantindo assim a vitória
do Treze na sua primeira apresentação".
De 1937 em diante, deu-se início a organização
dos campos. O Treze acabou adquirindo
a área onde hoje está localizado o "Presidente Vargas". Ela foi doada pelo então interventor
Argemiro de Figueiredo. Por outro lado, durante muitos anos,
o clube teve sua sede social no bairro
do Santo Antonio, onde localizou-se o
Colégio Objetivo.
O primeiro título do clube só veio em
1940. No ano seguinte, o time de Campina
Grande conseguiu repetir o feito e levantou
o bicampeonato. Os amantes do Galo só
veriam outro título em 1950. Em 1961,
o Treze conquistou o mais importante torneio
de sua história, o Pernambuco Paraíba. O time de Campina Grande derrotou os
rivais mais importantes - como o Náutico,
o Santa Cruz e o Sport - e ainda o Botafogo
e o arqui-rival Campinense. Resultado:
o Treze sagrou-se campeão invicto da competição.
Veja abaixo a campanha do Treze:
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Treze
1 x 0 Santa Cruz - Local: Campina
Grande
Santa Cruz 0 x 2 Treze - Local:
Recife
Treze 0 x 0 Náutico - Local: Campina
Grande
Náutico 1 x 3 Treze - Local: Recife
Treze 1 x 1 Campinense - Local:
Campina Grande
Campinense 2 x 2 Treze - Local:
Campina Grande
|
O Galo acumulou vários títulos estaduais.
Entretanto, os trezeanos guardam orgulho
maior. Nos anos sessenta, um famoso
ponta direita de pernas tortas, que
atendia pelo nome de Garrincha e tratava os seus adversários por João,
vestiu o uniforme trezeano para enfrentar
a Seleção da Romênia.
Garrinha já vestiu a
camisa do Galo
Os trezeanos também recordam a fase áurea
do Futebol de Salão do "mais querido", quando o Treze armou a mais forte equipe
do futebol de salão de Campina Grande,
que conquistou campeonatos e torneios
os mais diversos, durante a década de
60. Atletas talentosos como o arqueiro
Humberto
de Campos, Lêucio, Bolinha, Pedrinho,
Aluísio e vários outros, deram, em suas atuações
nas quadras de Campina Grande, inúmeros
momentos de vibração à torcida trezeana.
Voltando ao campo, no período de treze
anos (de 1961 a 1974), o time conseguiu
a façanha de chegar a onze finais e ganhar
apenas um Campeonato Estadual. Porém,
foi um campeonato inesquecível. O Treze
sagrou-se campeão invicto do campeonato paraibano de 1966, sendo
o único clube de futebol da Paraíba a
conquistar este invejável título, tantas
vezes perseguido pelos seus adversários.
Naquela ano, o Treze conquistou 12 vitórias,
registrando-se dois empates. Marcou 28
tentos, sofrendo apenas 5, tendo, inclusive,
derrotado o Campinense Clube duas vezes,
1º e 2º turnos, pelos marcadores de 2 a 0 e 1 a 0, respectivamente.
Os 28 gols do Treze, na conquista do inédito
título, foram assinalados por: Marcos (8), Soares (6), Lima (5), Zé
Luiz (4), Braga (1), Martinho (2) e Cocó
(2).
O time base do Treze na conquista do campeonato
invicto, foi o seguinte: Augusto, Braga, Lopes, Antonino, Romildo,
Zoroá, Soares, Lima, Marcos, Cocó e Zé
Luiz.
Abaixo, a campanha do Galo neste campeonato:
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12/06/1966-Treze 1x Nacional 0
19/06/1966-Treze 3x União 0
22/06/1966-Treze 3x Guarabira
1
18/07/1966-Treze 3x Esporte 0
24/07/1966-Treze 2x Botafogo 2
14/08/1966-Treze 3x Santos 0
04/09/1966-Treze 2x Campinense
0
09/10/1966-Treze 1x Nacional 0
23/10/1966-Treze 2x Guarabira
0
06/11/1966-Treze 2x União 2
18/11/1966-Treze 1x Santos 0
27/11/1966-Treze 3x Botafogo 0
04/12/1966-Treze 1x Esporte 0
11/12/1966-Treze 1x Campinense
0
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Na década de
70 apenas um título, conquistado em 75.
DESAVENÇAS
Em 1980, a diretoria do Treze
resolveu mudar o nome da equipe para "Treze Atlético Paraibano". Porém, tendo Bióca à frente de uma grande
movimento, e após a realização de um plebiscito
dentro do próprio clube, decidiu-se voltar
ao antigo nome, ou seja, "Treze Futebol
Clube". O resultado foi de 300 contra
4 votos.
Depois, uma fato histórico, a equipe galista
conquistaria o tricampeonato paraibano
de futebol, em 1981, 82 e 83, tendo como
destaques o goleiro Hélio Show, Fernando Baiano entre outros. Era uma verdadeira seleção,
que participaria de vários campeonatos
brasileiros nesta década. Em 1985, uma
confusão. O Campeonato Paraibano não foi
encerrado e muitos dizem que o Treze foi
o campeão, dividindo o título com o Botafogo,
fato este não reconhecido pela CBF.
Em 1988, uma novidade. Pela primeira vez,
um jogo do Campeonato Paraibano seria
transmitido pela televisão. Foi o jogo
entre Treze x Botafogo, realizado no dia
7 de agosto, em Campina Grande, que a Rede Paraíba de Televisão, transmitiu para a cidade de João Pessoa
e cidades circunvizinhas.
Em 1989, o Treze disputaria o campeonato
brasileiro da 2ª divisão, onde obteve
grandes atuações. O time chegou a eliminar
o Santa Cruz de Recife, tido como franco favorito em pleno Estádio Arruda,
no empate de 2x2, onde brilhou o zagueiro
Hermes, com um gol inesquecível.
Ainda em 1989, o Treze viria a conquistar
um título paraibano. Não foi uma simples
conquista, mas o Supercampeonato, após um empate de 1x1 com o Botafogo, em partida realizada
no Estádio "O Amigão", na cidade de Campina Grande.
O jogo foi numa noite de quarta-feira,
18 de outubro. O Treze jogava pelo empate
em função de sua melhor campanha no decorrer
da competição.
Sob a orientação sóbria de Erandir Montenegro e o puxado comando físico de Marcos Melo, o alvinegro empatou em 1x1 com o "Tricolor do Contorno", gol de Neto Surubim, e garantiu a conquista do supercampeonato.
Sim, foi uma superdecisão. Sem nem se
preocupar tanto com a arbitragem, que
veio de fora - o juiz foi Romualdo Arppi Filho - e o público, certamente por ser uma
noite, não foi grande e nem tão pequeno:
10.505 pessoas pagaram para ver o Galo
cantar o título de campeão antes da meia-noite.
O time inspirava confiança até no mais
cético torcedor, a começar pelo goleiro
Eduardo (que não jogou a final), um gaúcho que
virou Chico depois de famoso e por causa de suas
peripécias sexuais no exterior. Na defesa,
Lelo e Hélio Carioca sobressaiam; no meio de campo Roberto Nascimento garantia a cabeça de área e Neto Surubim
completava o trio fazendo o terceiro homem,
como falso ponta-esquerda. O baixinho
Rocha, no ataque, usava a cabeça para ser o artilheiro da competição
com 35 gols (foi também o artilheiro do
Brasil), ajudado pelo ponteiro Julinho, que brilhou também no exterior. Foi
sem dúvida, um grande título.
O Treze alinhou com Mazinho; Lelo, Givaldo, Kleber e Jorge Henrique; Roberto Nascimento,
Gilson e Neto Surubim; Julinho (Alberto),
Rocha e Sânderson.
HISTÓRIA RECENTE
O Treze revelou inúmeros jogadores de
alta categoria que ajudaram o clube a
preservar seu patrimônio. Dentre eles
podemos citar: José Luis, Marinho, Zé Mosquito, Urai, Levi, Miruca, Jorge Hipólito,
entre outros. Da era contemporânea o principal
sem dúvida nenhuma foi o artilheiro Rocha,
que ajudou o Treze a conquistar o título
em 1989, e firmou-se como o principal
artilheiro de estaduais deste mesmo ano.
De 1989 até 2000, o Galo não conquistou
títulos, mas bem que chegou perto, quase
ganhou em 1991, foi vice-campeão em 1992,
e vendeu sua maior estrela, o jovem Dario que atuou no Grêmio e Sport. Neste ano,
o Treze era o melhor time e merecia ser
o grande campeão, quando a senhora presidente
da FPF, Rosilene Gomes, resolveu suspender seis titulares da equipe
trezeana nas finais com o Auto Esporte Clube, impossibilitando que o Galo fosse campeão.
Foi uma melhor de três jogos. O Galo ganhou
o primeiro turno e o Auto Esporte o segundo.
O Treze perdeu a primeira partida por
1 x 0, empatou a segunda em 0 x 0 e, na
última, venceu por 4 x 0. Embora o Treze
suplantasse o Auto, em saldo de gols tanto
na melhor de três quanto em todo o campeonato,
o regulamento marcava uma prorrogação
para a última partida. Na prorrogação,
Cristiano, jogador do Auto Esporte cujo passe pertencia
ao Treze, chutou uma bola que bateu nas
costas de um zagueiro trezeano e deslocou
o goleiro, fazendo 1 x 0 para o Auto Esporte,
que com este placar sagrou-se campeão.
Em 1993, o Treze possuiu o melhor índice
técnico do campeonato, e mais uma vez
não conseguiu chegar ao topo, ficando
em quarto lugar, sendo o campeão o seu
maior arqui-rival: O Campinense. Mas revelou
grandes jogadores como: Marquinhos Pitombinha, que sagrou-se artilheiro da competição,
o cracasso de bola: o baixinho Mauro, o meia Deoclécio, Warisson e outros.
Em 1994 veio a grande decepção trezeana,
o rebaixamento para a segunda divisão. O chamado Quadrangular
da Morte
definiria os times que continuariam na
divisão principal e os que seriam rebaixados.
O Galo da Borborema acabou sendo rebaixado,
depois de uma campanha que não conseguiu
vencer nenhum dos adversários.
O
time iniciou empatando com o Vila Branca no Amigão, perdeu para o Guarabira no Sílvio Porto por 1 a 0 e empatou 1 a 1 com o Auto, no Almeidão, na primeira fase. Na segunda fase, a
de volta, novo empate - 0x0 com o Auto,
no Amigão. Depois, derrota de 2 a 0 para o Vila, em Solânea, e um empate com o Guarabira, no Amigão,
no dia 06 de setembro de 1994, justamente
um dia antes do clube completar 69 anos
de fundação.
Mas em 1995, o Treze reconheceu que a
segunda divisão caiu como umas luvas do
céu, porque o campeonato da Divisão Principal,
foi um tremendo fracasso, com rendas mínimas
e estádio vazios. Mas quando o Treze começou
suas disputas obteve mais êxito do que
os grandes clubes da primeira divisão.
Quer dizer, onde o Treze joga, a galera
está lá.
1996 foi um ano apagado para o Treze,
o time permaneceu entre os seis últimos
da competição, marcando o último ano da
administração Edmilson Antônio sem sucesso algum.
1997, assume o presidente Fernando Luiz, sendo um ano de mudanças para o time do bairro de São José, onde fica o seu estádio, o Presidente
Vargas, que passou por reformas gerais
de melhoramento, tanto no gramado, que
ficou excelente como estrutural. Nesse
ano o Treze investiu alto em contratações,
como os artilheiros Cláudio José (bicampeão pelo Santa Cruz) e Cícero Ramalho, o zagueiro Nau, os laterais Dinho e Carlos Henrique, os meio-campistas Conga, Suellington e Júnior. E a maior estrela, Valério, ex-Campinense, que estava atuando em Portugal.Todos
sob o comando de Neto Maradona. Entretanto, aconteceu mais uma tristeza
para os trezeanos. Prestes a abrir confortável
vantagem que possivelmente lhe daria o
título paraibano, o Galo da Borborema
foi punido com perda do mando de campo
na fase final do campeonato.
A punição foi de duas partidas, baseada
no relatório do árbitro Múcio Flávio que denunciou o então treinador do Galo,
Neto Maradona de tentar subornar seu auxiliar
Manoel Neto no sorteio para definição do juiz central,
fato ocorrido no Estádio Presidente Vargas,
em Campina Grande. A
decisão agitou o futebol e os dirigentes
trezeanos, que indignados, passam a atirar
farpas na administração de Rosilene Gomes
- antes só elogiavam - e decidem jogar
sob protesto no jogo seguinte, diante
do Botafogo, no Teixeirão, em Santa
Rita. O caso chega
ao Tribunal de Justiça Desportiva e nova
derrota do Treze.
O órgão judicante acolhe a denúncia, mantém
a punição dos jogos e ainda suspende o
técnico Neto Maradona por 90 dias. O Treze
aceita o resultado, mas decide por um
recurso junto ao Superior Tribunal de
Justiça Desportiva, onde obtém nova derrota.
Em 1999, começou a reestruturação do Galo.
Assumiu Olavo
Rodrigues
e o Treze deu uma nova guinada em sua
performance nos campeonatos. As temporadas
de 1999, 2000 e 2001, foram muito importantes
na história do Treze. Inclusive, na temporada
de 2001, segundo a edição da Revista Placar (21-7 a 28-7), o Treze era o 45º time de maior torcida
do Brasil, e o maior da Paraíba.
Em 2005 e 2006, um inesquecível
bicampeonato paraibano, com a "Era
Maurício Simões". Na
Copa do Brasil de 2005, o Galo ficou em
quinto lugar, sendo eliminado pelo Fluminense,
quando perdeu nos pênaltis em pleno
Estádio Amigão.

Em 2005,
Lula com a camisa do Treze, ao lado de
Ronaldo e Cássio Cunha Lima
Nos anos de 2007 e 2008, o Treze não
foi bem e acabou amargando uma grave crise,
culminando com a saída do grupo
que alavancou o Galo da Borborema a partir
de 2004. Todavia, o Galo da Borborema
é maior do que qualquer um deles
e logo, logo, continuará alavancando
o nome de Campina Grande e da Paraíba,
pelos recantos do Brasil.
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REVISTAS
DO TREZE
O
Treze já teve a honra, de contar
com algumas publicações a respeito
de sua história. As mais importantes,
sem dúvida, foram a de 1952 e
1975. A primeira foi relativa
ao 27º aniversário do Galo. Ela
foi uma revista, que foi o modelo
inspirador de todas as outras
publicações congêneres, surgidas
em nossa cidade e em
nosso Estado. O
"Boletim Comemorativo do
27º aniversário de Fundação do
Treze Futebol Clube", foi
editado pelos desportistas Severino
Marinho Leite e Nilo Tavares,
com 32 páginas,que incluía textos,
estatísticas e fotografias, em
formato 32x23x5 cm. A outra publicação
foi datada de 1975, celebrando
os 50 anos de história do Treze.
Foi nada mais, nada menos, que
uma reedição da revista de 1952,
atualizada e adaptada ao momento
que o Treze vivia naquela época.
Este site contou com a ajuda destas
publicações, pois sem dúvida,
são raridades, que ajudaram a
perpetuar a história do galo,
para aqueles que não tiveram a
chance de ver de perto, os momentos
gloriosos do MAIOR TIME DA PARAÍBA.

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UMA CURIOSIDADE:
Ruivo, Marinho e Hercílio, ex-craques do Treze Futebol Clube, tiveram
a honra de possuírem o prêmio Belfort Duarte, que foi instituído pelo Código Brasileiro
de Futebol, de 16 de agosto de 1945, premiando
ao jogador de futebol que não sofreu qualquer
punição da Justiça Desportiva, durante
dez anos consecutivos e ininterruptos.
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GALO:
ANOS DE TRADIÇÃO
"Por
onde passa o boi/
Passa o vaqueiro!
Respeite o Galo/
Mundiça de Zé Pinheiro"
(atribuída a Capilé)
Embora
de origem britânica, o futebol
encravou-se de tal forma na cultura
brasileira que tornou-se um dos
seus componentes mais autênticos.
Isto é tão verdade que é difícil
falar da história do país dissociada
da história do seu futebol. A
esse propósito, Nélson Rodrigues
assim se referiu, face a vitória
brasileira, em 1958, sobre a seleção
sueca: "... foi aí, quando
médicos e loucos levantaram a
tal taça na cara do rei dos suecos,
que pela primeira vez o brasileiro
se sentiu desagravado de velhas
fomes e santas humilhações".
No dia 28 de junho de 1958, Nelson
lia o seu desabafo: "Eu não
sou vira-lata! Eu não sou vira-lata!"
A partir daí, sustentou o jornalista
Joaquim Ferreira dos Santos: "O
brasileiro deixava de ser um vira-lata
entre os homens e o Brasil um
vira-lata entre as nações. Não
havia mais motivos para chorar
o gol arrasador do uruguaio Ghiggia,
oito anos antes, ou as duas polegadas
da Marta Rocha". Independente
de possíveis exageros, esses dois
depoimentos mostram que o fogo
do futebol é mesmo capaz de estimular
a auto-estima de população e torcedores,
devolvendo-lhes o orgulho perdido
em função de motivos outros.
Essa
magia, que encanta brasileiros
de todas as partes, só se divide
quando se põe em cheque as cores
dos times. Assim, São Paulo é
Corinthians, o Rio é Flamengo
e a Paraíba é Treze.
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